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Sistema de Custeio Robusto: Como Tirar Partido Desta Ferramenta?

sistema de custeio

Um sistema de custeio baseado em sistemas de informação constitui uma forte ferramenta de gestão no atual cenário empresarial. Este permite obter uma rápida resposta e agir de forma mais assertiva conduzindo a um aumento da competitividade.

É, assim, necessário recorrer a sistemas que permitam às empresas melhorar os processos de tomada de decisão, tornando-os mais rápidos e menos burocráticos. Vejamos o exemplo dos softwares ERP, cuja finalidade é contribuir para a gestão dos negócios sobre uma base de dados centralizada, em que qualquer utilizador possa não só registar, mas também consultar dados.

Para a implementação de um sistema de custeio robusto, é indispensável ter em conta uma série de fatores:

    • Ramo de atividade da empresa;
    • Concorrência;
    • Volume de procura e caraterísticas dos produtos;
    • Situação financeira da organização;
  • Sistema implementado na produção;
  • Imposições legais no país onde se insere.
 

Como controlar as despesas de vários centros de custo?

 

Apesar da pressão concorrencial e de o fator preço ser importante na decisão do cliente, muitas empresas definem a política de preços de forma pouco criteriosa. Em suma, não consideram todos os custos associados à produção, expedição e comunicação dos seus produtos. Todavia, vários estudos revelam que as entidades que ignoram o sistema de custeio têm, normalmente, um encerramento prematuro destinado.

A implementação desta ferramenta é feita pelas indústrias para determinar os custos totais de produção e os custos por unidade produzida. É especialmente útil em ambientes onde a produção passa por vários centros de custo.

A produção dentro de uma grande empresa pode exigir que o produto passe por vários departamentos (por exemplo, compras, produção, qualidade e distribuição). Cada um tem o seu próprio orçamento. Como resultado, um sistema de custeio robusto deve estar presente para compilar os custos assumidos por cada departamento.

Na maioria das empresas que têm um sistema fiável, a cada departamento é atribuído um centro de custo. Este consiste num número ou código que identifica as compras feitas por um único departamento. Assim, é possível controlar melhor as despesas de produção.

Num ERP, podemos obter facilmente relatórios de custos de cada departamento da empresa. Os dados são compilados e analisados ​​pela administração e permitem identificar ineficiências dentro da cadeia de suprimentos.

Imagine que um relatório de centro de custo indica que 50% dos custos de produção provêm das compras. A administração pode, então, ditar as etapas que o departamento deve executar para minimizar os gastos.

 

Como um sistema de custeio pode evitar perdas na sua empresa?

 

O controlo de stock pode representar uma tarefa complicada para as organizações. Contudo, este processo pode ser simplificado através da implementação de um software com sistemas de custeios. Assim, se a sua empresa detiver uma gama de produtos diversificada e sentir necessidade de aplicar diferentes métodos de cálculo de custeio, poderá fazê-lo utilizando um software ERP.

O Microsoft Dynamics NAV disponibiliza diversas configurações de custos, permitindo, assim, às equipas de Gestão Financeira uma maior flexibilidade em definir diferentes métodos para os diferentes produtos. Possibilita ainda apurar custos por variante/armazém. Desse modo, o NAV tem ao dispor das empresas os seguintes métodos de cálculo de custos:

 

1. FIFO (first in first out)

 

Trata-se do sistema de custeio em que os primeiros produtos a entrar serão os primeiros a sair. É aconselhada a sua aplicabilidade em empresas cujo prazo de validade dos produtos é limitado e o preço pouco variável.

 

2. Médio

 

Trata-se do método de custeio em que o custo unitário dos produtos é calculado com base no custo unitário médio no momento após a compra. Em termos de avaliação de stock, pressupõem que os mesmos sejam vendidos em simultâneo. É aconselhada a sua aplicabilidade em empresas cujo custo dos produtos é instável e que não possuem critérios de diferenciação específicos.

 

3. Específico

 

Trata-se do sistema de custeio no qual o custo unitário de um produto corresponde ao custo exato no qual foi adquirido. É aconselhado para ambientes de negócios em que os produtos são alvo de regulamentações e identificáveis por números de série. É, também, recomendável na produção ou comercialização de produtos facilmente identificáveis e com custos unitários elevados.

 

4. Padrão

 

Trata-se do método de custeio em que o custo unitário do produto é calculado com base no seu custo estimado. É aconselhado em empresas com processos de produção, sendo possível imputar durante o mesmo diferentes custos. Falamos, por exemplo, dos custos das matérias-primas, dos custos das operações (máquinas e/ou pessoa) e do custo das operações subcontratadas.

 

Em adição, para uma eficaz valorização do inventário, os custos diretos derivados de transporte, emissão de certificados e seguros podem ser imputados ao processo de compra e venda do produto através da figura de encargos. Tal permite o apuramento do custo real do produto, que terá reflexo nas margens de venda. É, assim, possível tipificar os diferentes tipos de custos de forma a apurar o peso de cada um na estrutura de custos da empresa, possibilitando uma análise global e específica dos mesmos.

Para além dos custos diretos, é possível imputar custos indiretos, que estejam associados ao processo de compra, produção e montagem. Por exemplo, a percentagem dos custos indiretos ou custos gerais para refletir custos de armazenamento, eletricidade, segurança, higiene e limpeza, podendo ser definido face a uma percentagem do custo unitário ou como um valor fixo.

 

Como fazer uma correta valorização do custeio?

 

As empresas, independentemente da escolha do sistema de custeio a adotar e dos custos diretos ou indiretos que atribuem aos produtos/operações, devem fazer uma correta valorização do custeio. Para tal, é importante refletir em sistema todos os registos inerentes à movimentação dos produtos, nos períodos adequados e com a valorização exata. E ainda devem avaliar a relevância do seu inventário permanente e trabalhar com os custos esperados/atuais.

O Microsoft Dynamics NAV é uma solução integrada com a contabilidade. Para evitar discrepâncias na valorização de stocks entre a contabilidade e a parte operacional, é necessário evitar registos diretos na contabilidade que não têm impacto no custeio dos produtos e que posteriormente provoquem desconfiança na valorização apurada.

Caso sejam aplicadas as melhores práticas e a valorização do produto esteja corretamente refletida em sistema, periodicamente é ainda possível recalcular e aplicar novos preços venda em função dos custos do produto calculado pelo sistema.

 
 

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